Apesar de IPCA abaixo do esperado, mercado se divide sobre chance de cortes mais fortes na Selic 08/02/2017

SÃO PAULO - O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) voltou a trazer um resultado abaixo do esperado pelo mercado em janeiro. A desaceleração da inflação reforçou no mercado a percepção de que o Banco Central tem espaço para manter o ritmo de cortes da Selic em 75 pontos-base. Uma elevação do ritmo, porém, ainda divide a opinião de economistas.

 

Em entrevista à Bloomberg, Daniel Weeks, economista-chefe da Garde Asset, avalliou que o Copom (Comitê de Política Monetária) tem condições de sustentar o ritmo de cortes da Selic em 75 pontos-base, mas uma nova decepção dos indicadores de atividade econômica poderiam levar à intensificação do ciclo de aperto monetário para cortes de 100 pontos-base nos juros básicos.


O IPCA ficou em 0,38% em janeiro, abaixo da mediana das estimativas coletadas pela Bloomberg, de 0,42%. Em 12 meses, o indicador acumula avanço de 5,35%, também abaixo da projeção mediana do mercado, de 5,40%.

Weeks destacou ainda que os componentes do IPCA também desaceleram e estimou que, a depender do resultado de fevereiro, as projeções para a inflação oficial de 2017 podem ser revistas para abaixo do centro da meta, que é de 4,5%,

Também em entrevista à Bloomberg, Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, ponderou que mesmo com a inflação surpreendendo para baixo, vai ser "difícil" ver o Copom (Comitê de Política Monetária) acelerar o ritmo de cortes da Selic para 100 pontos-base.

Para ele, as reduções devem seguir em 75 pontos-base pois "além de se mostrar como um ciclo robusto, seu aprofundamento depende das aprovações de medidas importantes em andamento no Congresso", escreveu Vieira, em relatório enviado a clientes.

Na mesma linha, Leonardo França Costa, economista da Rosenberg Associados, considera que não houve "surpresa adicional capaz de empurrar as projeções para corte superior a 75 pontos-base. Segundo ele, diversos fatores estão ajudando a inflação a desacelerar mais rápido que o esperado, entre eles a desaceleração do ritmo de alta dos preços no setor de serviços e de alimentos. "O começo de ano foi bastante benigno", disse à Bloomberg.

Fonte: Infomoney
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