Consumidor brasileiro continua comprando carne, mas está mais atento à origem do produto 29/03/2017

O escândalo da carne estragada pode até ter gerado alarde na maior parte do mundo, mas o apetite dos brasileiros pelos cortes bovinos continua grande.

Pouco mais de uma semana depois que as autoridades federais acusaram pelo menos 20 frigoríficos de subornarem fiscais agropecuários para conseguir aprovação para venda de carne bovina e de frango –em alguns casos até contaminada ou estragada–, muitos brasileiros parecem estar comendo tantos bifes quanto antes. Alguns, aliás, talvez nunca tenham diminuído o ritmo.

Em um país que produz 20 por cento das exportações mundiais de carne bovina e 40 por cento das de frango, comer carne praticamente faz parte do DNA nacional. Para a maioria, a carne bovina barata do Brasil é item indispensável no almoço e no jantar.

Apesar de as operações policiais de 17 de março nos frigoríficos terem sido “um choque”, a designer Aline Polycarpo, de 37 anos, afirma que nunca deixou de comprar carne.

“Em nenhum momento passou na minha cabeça”, diz ela, em um supermercado do Rio de Janeiro. “Tenho uma filha pequena e acho que a carne é essencial para ela.”

É difícil conseguir números oficiais de vendas e consumo tão pouco tempo depois de o escândalo ter ganhado manchetes em todo o mundo e levado alguns dos maiores compradores de carne do planeta a estabelecerem restrições à carne brasileira.

Mas no Brasil os frigoríficos estão reportando que as vendas permaneceram relativamente estáveis, segundo a Scot Consultoria, que realiza uma pesquisa semanal com açougues e supermercados no Estado de São Paulo.

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) afirma que as vendas nacionais podem ter caído cerca de 10 por cento.

“A percepção geral é que os brasileiros ainda estão comprando carne”, disse o porta-voz Norberto Staviski, “mas agora com mais cuidado”.

Confira o impacto no mercado interno de algumas regiões do Brasil:

São Paulo/SP

Os supervisores dos departamentos de proteína de dois supermercados de São Paulo afirmaram que as vendas de carne bovina sofreram o maior impacto, apesar de a maior parte das acusações envolver a produção de frango.

Mas o escândalo está começando a deixar as primeiras páginas dos jornais e, com isso, muitos consumidores já estão retomando seus velhos hábitos de consumo.

É o caso da assistente social Márcia Nascimento, de 60 anos, de São Paulo. Ela conta que normalmente compra cerca de oito quilos de carne por semana para sua família de cinco integrantes. (O americano médio come pouco mais de 450 gramas de carne por semana).

Em meio às reclamações da família, ela substituiu a carne moída e os filés bovinos pelo frango após as acusações, mas no dia da entrevista já se mostrava pronta para retomar sua rotina normal.

“Minha família prefere carne vermelha”, diz ela, no corredor de proteína do supermercado. “Talvez eu compre um corte bovino hoje se o aspecto estiver bom.”

Uberlândia/MG

O G1 consultou 14 açougues das cinco regiões de Uberlândia e todos foram unânimes em observar que o consumidor está mais cauteloso na hora de comprar os produtos devido aos acontecimentos.

Por causa da preocupação com a procedência da carne, alguns estabelecimentos apresentaram aumento de 5% a 15% nas vendas e há expectativa de que o preço caia nos próximos dias, estimulando ainda mais a saída do alimento.

No açougue do proprietário Nilo de Souza, na área central, o aumento nas vendas é perceptível. “A gente notou uma melhora de 5% a 10% em uma semana. O pessoal está migrando dos supermercados e confiando mais nos açougues e pode ser que melhore, já que há uma expectativa na queda dos preços com a tabela mais baixa incidindo nos frigoríficos”, comentou.

Das cinco casas consultadas em diferentes bairros da zona leste, duas também sinalizaram aumento nas vendas. Em uma delas, no Bairro Tibery, o proprietário Leandro Rezende Borges espera que as vendas aumentem até 15% com a queda nos preços, mas, enquanto isso, procura manter os pés no chão.

“Por enquanto ainda estamos cautelosos, se a gente pegava duas vacas e meia, agora estamos desossando uma e meia. Mas somos pequenos, compramos a peça no gancho e, a partir do momento que a gente comprar mais barato, vamos repassar o valor mais barato para o cliente e isso certamente vai estimular as vendas nos próximos dias”, disse Rezende.

Os impactos sentidos nas regiões norte e oeste são os mesmos em cinco estabelecimentos. Ainda que o aumento nas vendas não seja notado de forma expressiva, os clientes começaram a questionar mais sobre a carne e optar pelo produto fresco.

O estabelecimento do empresário Roni Queiroz, que atende o Bairro São Jorge e imediações, está faturando 15% mais graças à nova postura do consumidor. “Essa fiscalização diz respeito à carne embalada. Para nós que fazemos o corte e a desossa não há impacto negativo, até pelo contrário. Porque as pessoas deixam de comprar o produto embalado e passam a procurar mais os açougues, sabendo que são peças que vêm de frigoríficos locais e que não têm nada a ver com a operação”, destacou.

Queiroz acredita que se a exportação continuar suspensa para alguns países, automaticamente sobrará mais carne para ser distribuída no mercado interno e os preços irão despencar.
Indústria

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados de Uberlândia (Sindicarne), Everton Magalhães Siqueira, o reajuste no preço da carne ocorre em virtude do excesso de oferta pelo setor industrial.

“De imediato a gente percebeu que a carne abaixou o preço, mas o consumo não diminuiu. Para as nossas indústrias ainda não há grandes impactos e acreditamos que nem haverá, uma vez que as exportações começaram a ser retomadas e isso melhora a confiabilidade do setor”, pontuou.

Campo Grande/MS

O Jornal Midiamax percorreu açougues e supermercados da Capital de MS e, o que deu para notar, é que o churrasco não vai perder o posto. Com a divulgação de informações que indicam que empresas vendiam produtos adulterados e até com papelão, a população ficou desconfiada da carne embalada à vácuo, que até então, muitos achavam a mais confiável, por se tratar de grandes empresas com suposto controle de qualidade rígido. Já quem tinha como hábito comprar a carne in natura, diz que continuar com a ‘carne fresca’.

Em um supermercado da Capital, as carnes da marca Friboi ficaram encalhadas. Entre os consumidores, o clima foi de piada e revolta com a situação. Um repositor do estabelecimento informou que há dois freezeres com cortes para churrasco e que, de sábado para domingo, não precisou de reposição, ao contrário do que sempre ocorre aos fins de semana. O funcionário revelou ainda que agora, os clientes estão preocupados e perguntam se as outras marcas são das empresas envolvidas no escândalo.

Nos açougues, os empresários dizem que a investigação da PF não alterou as vendas até o momento e que os consumidores também não mudaram a forma da consumir. O proprietário de um açougue, de 65 anos, disse  que espera as próximas semanas para verificar se terá alguma alteração.

 

Por enquanto, não houve mudança não procura do consumidor. Nas próximas semanas que poderemos sentir alguma coisa”, afirma o empresário.

Um advogado de 43 anos, que comprava carne no açougue disse que já tinha costume de compra a carne in natura. “Essa notícia não afeta as minhas compras, mas, com essas informações, a marca deve sofrer retrações nas vendas”, pondera.

Um engenheiro civil, de 45 anos, que estava no mesmo estabelecimento, afirmou que faz churrasco todo fim de semana e que não vai mudar o hábito “mas que as pessoas que consumiam essas marcas podem mudar”.

Petrolina/PE

Apesar da repercussão da operação Carne Fraca da Polícia Federal (PF), não houve queda nas vendas de carnes e embutidos em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Segundo os açougues e supermercados da cidade, os consumidores apenas estão mais atentos na hora de comprar o produto.

O aposentado José Agripino foi um dos brasileiros que não deixou de comprar carne, mesmo depois de tanta notícia de irregularidades com o produto processado e embalado em vários frigoríficos do país. “Eu presto atenção no objeto, se me agrada, eu compro, se não, eu pulo fora”, explica.

O gerente de um supermercado, João Aderaldo Rodrigues, disse que a procura pelo alimento está do mesmo jeito. “Está dentro da normalidade. Muitos falam, questionam com perguntas, comentam, mas nada de alarmante que venha ter uma queda assim grande de carnes, graças a Deus”, relata.

A aposentada Niuta Coelho é cliente assídua do frigorífico. Ela conta que antes da compra, ela mesma faz a vistoria no produto. “Compro sempre cortando ali e moendo na hora, porque a gente vê para olhar para não entrar papelão né?”, brinca.

Em outro supermercado de Petrolina também não houve impacto nas vendas da carne. Os responsáveis pelo açougue disseram que agora as pessoas estão querendo saber mais sobre a procedência da carne e outras informações também. “Eles procuram estar mais atento com a coloração da carne, na questão da validade e no aspecto físico em geral dos produtos desde a exposição”, conta o encarregado do açougue, Sílvio de Souza.

Baixada Santista/SP

Apesar da repercussão da operação Carne Fraca da Polícia Federal (PF),não houve queda nas vendas de carne nos açougues da região. Porém, segundo os comerciantes, os clientes estão mais exigentes e questionadores na hora de comprar o produto.

Cleisimar Oliveira Santos é gerente de um açougue em São Vicente há dois anos. De acordo com ele, as últimas notícias não influenciaram o movimento do comércio. “A única coisa que mudou é o tanto de piadas que a gente anda ouvindo”, brinca. O atendente de balcão, Cosme dos Santos, confirma. “Agora as pessoas chegam e pedem 2 kg de carne sem papelão. A gente leva na brincadeira, mas aproveita para explicar que a carne do açougue é fresca, desossada na hora, diferente das congeladas que vendem em mercado”, explica.

A consumidora Albanize Batista mora na Avenida Presidente Wilson, mas se dirige até o açougue no centro da cidade em busca de qualidade. “Eu compro aqui há anos porque confio na procedência dos produtos vendidos”, justifica. Questionada se passou a ficar mais atenta depois das últimas notícias, responde que sim. “Com certeza! Eu já era exigente, agora estou mais ainda”.

O próximo da fila é Cristian de Almeida, que pede 16 Kg de carne. “Vai ter churrasco no final de semana. Eu acho que esse negócio de carne estragada acontece mais nessas que são congeladas e embaladas a vácuo. Dessa eu não compro”, explica.

Em outro açougue da cidade, a consumidora Lucy Koloski diz que o segredo para não ter problema com o produto é conhecer o fornecedor. “Eu compro sempre no mesmo lugar. Antes comprava em mercado, mas parei de fazer isso há dois anos porque não tem a mesma qualidade”, declara.

Já em visita a um supermercado, a atendente relata que o movimento caiu. “Antes tinha fila, agora está assim, tranquilo. O mercado colocou alguns produtos em oferta, mas mesmo assim não atraiu os clientes.

As pessoas estão perguntando e analisando mais o que está exposto”, diz Andrea de Almeida.

Florianópolis/SC

A procedência das carnes em açougues e supermercados virou pergunta frequente dos consumidores em Florianópolis, após a Operação Carne Fraca. Enquanto alguns se mostram desconfiados, outros não deixaram de comprar o produto. Apesar do impacto no agronegócio e, principalmente no mercado externo, o movimento nos supermercados não mudou, afirma o diretor-executivo da Acats (Associação Catarinense dos Supermercados), Antônio Carlos Poletini.

Nos açougues e supermercados, não se fala em outra coisa. A origem da carne virou informação essencial antes de confirmar a compra. Maria da Graça, 65, e a filha Débora Ferreira, 27, não mudaram seus hábitos após a operação. Compraram matambre e língua, nessa terça-feira (21), no açougue Kretzer. “Aqui a gente consegue pegar carne fresca, a gente encomenda e vem buscar”, afirmou Débora. “Sempre fui muito preocupada com o que eu como, então eu já evitava embutidos. Não fiquei receosa”, completou Maria da Graça.

Para os açougues menores, a credibilidade e a confiança de anos com os clientes são a chave para garantir a segurança na hora da compra. “A gente não sentiu o efeito [da operação]. O pessoal tem feito muita piada e tem perguntado mais sobre a procedência das carnes”, afirmou André Kretzer, 32, dono de açougue. Em seu comércio, aposta na compra de produtos locais e em carnes que passam por processos naturais de maturação. “Tenho que cuidar dos frigoríficos que me abastecem. É importante não ter oscilação de temperatura para não estragar a carne e não precisar de aditivos”, explicou.

No Mercado Público, Aurino Manoel dos Santos, 70, dono do açougue Aurino, fez questão de deixar bem a mostra as etiquetas de suas carnes, para evidenciar a procedência local. “O pessoal quer saber de onde vem a carne. Aqui a gente tem carne de São João Batista, Santo Amaro da Imperatriz e Braço do Norte”, listou. Marcos Corrêa, 45, cliente desde os cinco anos, não deixou de comprar a carne para o hambúrguer da família. “Nada mudou para mim. Mas Santa Catarina vai sofrer muito, pois somos o maior produtor de suínos do país”, afirmou, atento ao noticiário.

Porto Alegre/RS

Enquanto o produtor que trabalha com grandes marcas sentiu os efeitos da operação, sete dos nove açougues localizados no Mercado Público de Porto Alegre consultados pelo G1, se dividiram entre movimento acima do esperado – em dois casos -, e queda nas vendas – nos cinco restantes.

A explicação para o bom movimento seria a origem da carne, in natura (com a carcaça inteira), que vem principalmente de produtores menores, já conhecidos do público gaúcho, conforme relataram comerciantes de dois açougues do Mercado Público da capital.

“Teve um efeito positivo, movimento mais acentuado, 15% a 20% acima do que era esperado”, afirma o gerente da Casa de Carnes Santo Ângelo, Rafael Sartori. Além do saldo positivo, segundo ele, o dia (sábado, 18) foi de muita brincadeira.

“O pessoal perguntava e fazia brincadeiras: ‘me vê uma carne sem papelão’. Mas muita gente tem perguntado sobre a procedência. Só hoje (segunda), foram umas 10 pessoas. Mas não trabalhamos com as marcas envolvidas nisso, só com carne in natura, com carcaças, que são desossadas aqui no açougue, e o pessoal sabe disso”, justifica Sartori.

Já a queda nas vendas relatada por cinco dos açougues consultados foi atribuída tanto aos efeitos da operação da PF, quanto ao período de fim de mês, quando normalmente diminuem as vendas.

Outros dois açougues consultados pelo G1, que ficam em bairros da cidade, relataram movimento dentro do normal.

Nas churrascarias, o movimento foi normal ou acima do esperado, conforme relataram funcionários e sócios dos estabelecimentos.

“Esse negócio da carne aconteceu só no Paraná, então não houve problemas para nós. Principalmente ontem (domingo, 19), tivemos a casa lotada. Não houve nenhum tipo de comentário ou piadas. Se fosse aqui no Rio Grande do Sul, acho que teria uma repercussão maior”, conta o gerente da churrascaria Freio de Ouro, Valmir Angelo Gomes.

A mesma situação foi relatada por representantes de churrascarias tradicionais como 35 CGT e Na Brasa, que informaram movimento dentro do esperado no último fim de semana, após a operação ser deflagrada.

Fortaleza/CE

Em alguns açougues de Fortaleza, foi registrada redução de 30% no movimento. “Diminuiu um pouco o movimento do final de semana. Mas quando entra, a gente esclarece a procedência da nossa carne e a venda acontece”, afirma o gerente de vendas de um frigorífico, Tarcísio Pedrosa.

Ele explica que a maior parte da carne comercializada no local vem do Tocantins. “A gente já vinha optando por comprar carnes de regiões mais próximas como forma de combater os custos”.

E mesmo quem diz que ainda não sentiu um impacto nas vendas, relata que as perguntas sobre a procedência da carne passaram a ser mais frequentes. “As pessoas passaram a perguntar mais sobre a procedência da carne, o que antes não era muito comum. E se for algum das marcas citadas no esquema, elas não querem levar”, diz a vendedora de um frigorífico, Janete Sampaio.

Ontem, nos supermercados, a carne embalada ainda fazia parte de muitos carrinhos, mas a confiança de muitos consumidores já não era mais a mesma. “A gente fica preocupada, porque quando a gente compra carne embalada, vê o selo e confia. Mas agora não dá mais pra ser assim”, afirmou a bancária Josélia Soares. Ela diz que passou a redobrar os cuidados na hora de escolher os produtos que leva pra casa. “Tenho evitado os embutidos e não compro mais destas marcas”.

Ricardo Mesquita, dono de uma lanchonete, diz que sempre deu preferência por comprar seus insumos em açougues de confiança que trabalham com carne fresca, mas que passou também a comprar em menor quantidade. “A gente fica com pé atrás, qualquer alteração na coloração já não levo. E me preocupo em pedir para moer na hora”.

A professora Imaculada Prado que já consumia pouca carne, pensa em reduzir mais. “Embutidos eu já não comprava desde que vi uma notícia sobre como era feito e agora é que pretendo comer cada vez menos carne vermelha”.

Apesar dos relatos, o presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Gerardo Vieira Albuquerque, ressalta que a operação não trouxe ainda impacto nas vendas. “Não houve redução do consumo, até porque a maioria das carnes que vendemos em Fortaleza não é dos dois frigoríficos citados”. Ele reforça também que as promoções que estão nas gôndolas não são um reflexo deste novo momento. “Até porque as ofertas são programadas, não dá para fazer de um dia para outro”.

Rio de Janeiro/RJ

Apesar da polêmica operação Carne Fraca da Polícia Federal (PF), que investiga esquema de venda ilegal de carnes bovinas impróprias para consumo na sexta-feira em 21 frigoríficos, os cariocas não deixaram de comprar o produto nos últimos dias. O DIA percorreu açougues na Zona Norte do Rio e constatou que vários consumidores mantiveram o hábito de ter o produto na mesa.

Independentemente da operação da PF, os clientes afirmaram que não vão abrir mão de levar para casa carne de frango, bovina e suína. De acordo com donos de açougues, a frequência de clientes permaneceu normal nos últimos dias. A aposentada Naise Guimarães Guedes, 83 anos, que mora na Tijuca, contou que a ação da PF não preocupa até que irregularidades sejam comprovadas.

“Eu não vejo outra saída, até que alguém prove alguma coisa, vou continuar comendo. Sempre compro no mesmo açougue e confio, pois eles são limpos e a carne é fresca”, afirmou.

A analista de risco financeiro Andreza Silva, 39 anos, disse que não está insegura por conhecer o açougue onde faz a compra. “Não vou deixar de comer porque o local onde vou é super limpo e não levo nenhuma carne embalada. Eu tento ter higiene dentro do que posso, mas é o consumo que vou parar de fazer”.

Cuiabá/MT

A venda de carnes em açougues de Cuiabá não foi afetada pela Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, conforme os açougueiros em levantamento feito pelo G1. Os proprietários dos estabelecimentos relataram que, apesar das vendas não caírem, a preocupação do consumidor com a origem do produto aumentou.

Em um dos estabelecimentos pesquisados, que fica no Bairro Dom Aquino, o proprietário afirmou que os consumidores têm levado a situação com bom humor. “Perguntam se é carne com papelão, fazem piada, mas não se preocupam muito porque a carne vendida é fresca”, contou Vander Voltolini.

Em outro açougue, no entanto, os clientes ficaram mais preocupados. “Eles [clientes] estão perguntando da origem da carne, se o produto é inspecionado”, contou Natan Viana.

O estabelecimento dele fica no Bairro Duque de Caxias I e não registrou queda na venda de carne fresca. Já a demanda por carne embalada teve alteração. “Os clientes ficaram mais receosos com esse tipo de produto”, disse. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Supermercados, afirmou que a demanda em nível nacional também não foi afetada e continua normal.

Manaus/AM

Consumidores de Manaus aumentaram a vigilância na hora de comprar carne em supermercados e açougues, após a série de denúncias divulgadas na operação Carne Franca, que revelou o esquema criminoso de ‘maquiagem’ de carnes estragadas. De acordo com gerentes de supermercados em Manaus, a clientela tem optado por consumir carnes não processadas.

Segundo gerentes de supermercados localizados nos bairros Flores e Cidade Nova, depois das informações divulgadas pela Polícia Federal (PF), através da operação, não houve diminuição no consumo de carnes e nem reajustes nos preços dos produtos.

De acordo com o gerente Tadeu José, do supermercado DB, localizado na Avenida Noel Nutels, zona norte, não houve nenhuma alteração no valor das carnes e derivados, mas houve um aumento no consumo de carnes não processadas. “Comparando as carnes vindas de fora e embaladas a vácuo, as carnes regionais estão saindo mais, depois da divulgação da operação da Polícia Federal” disse.

O agente político Mario Roberto, 63, disse que continua consumindo carne com a mesma frequência, mas, “agora, eu procuro comprar carnes regionais, que são abatidas, aqui, em Manaus, e não vêm de procedência dos frigoríficos que estão sendo investigados. É sempre bom fazer uma análise, por mais que não sejamos técnicos para detectar situações de anormalidade, pois é preciso verificar a aparência e a textura da carne. Outra coisa que me deixa com receio são os enlatados e embutidos, porque não sabemos a procedência” detalhou.

 

FONTE: Exame, G1, Jornal Midiamax, Diário do Litoral, RIC SC, O Povo, O Dia, Rede Diário de Comunicação, adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Exame, G1, Jornal Midiamax, Diário do Litoral, RIC SC, O Povo, O Dia, Rede Diário de Comunicação
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