Pecuaristas de Barretos (SP) vendem gado vivo para a Turquia 23/01/2018

Os turcos foram até uma fazenda em Barreto, São Paulo, em busca de 35 mil cabeças. Os garrotes, com até um ano e dois meses de idade ficaram confinados por mais de trinta dias. O negócio só foi possível porque os brasileiros conseguiram atender os critérios de qualidade exigidos pelos turcos, que hoje são os maiores compradores de gado vivo do Brasil. Só no ano passado, importaram mais de 124 mil cabeças.

 
Eles preferem os animais vivos por questões religiosas. Os muçulmanos seguem critérios que vão desde a criação até o abate. O gado, que vai ser engordado na Turquia, foi acompanhado pelos compradores desde o nascimento.
 
“Esses animais são selecionados desde a origem. Eles são novamente selecionados pelo comprador e passam por uma terceira seleção, que são os veterinários turcos. Que eles vêm para inspecionar esses animais, conferência de brincagem, isso é muito importante pra eles”, explica André Luiz Perrone dos Reis, pecuarista.
 
Cada boi pesa no máximo 300 quilos. “Eles gostam de um gado sem cupim. Eles não gostam do gado muito zebu. Eles gostam do gado mais europeu mesmo”, explica Fabio Abreu Lemos Brandão, zootecnista da fazenda.
 
Antes da viagem, os bois são alimentados com uma ração desenvolvida especialmente para garantir a saúde dos animais até a chegada na Turquia. Ela é rica em fibras e com uma quantidade a mais de proteína. Tudo isso para assegurar a qualidade da exportação brasileira.
 
Cada animal tem um chip eletrônico que guarda informações desde a origem até o tipo de solo em que o animal vive. Isso facilita o acompanhamento durante toda a viagem.
 
Foram 88 carretas, com pelo menos 70 bois em cada uma. A carreta preparada com piso antistress é pesada e segue lacrada até o litoral.
 
“O importante é que esse animal já saia daqui com o mínimo de estresse possível, porque é inevitável o estresse da viagem, do transporte. Aqui a gente tenta embarcar esse animal da maneira mais calma possível”, afirma Risoleto Odilon de Lima Filho, veterinário.
 
Com tanta exigência, o preço do gado ganha valor e custa até 25% a mais do que no mercado interno. O pecuarista consegue fazer da exportação um negócio cada vez mais atrativo.
 
O custo de toda a operação de embarque gira em torno de trezentos mil reais.
 
“São mais R$ 400 mil de transporte rodoviário, R$ 250 mil de exames sanitários. Os R$ 300 mil são só para operação em São Sebastião”, explica Valdner Bertotti, empresário.
 
Serão quinze dias de viagem até a Turquia. Dois veterinários acompanham a carga durante toda o trajeto até o desembarque. Lá os animais vão ser levados para uma fazenda, onde começa a engorda. O abate, seguindo todas as normas do país, está previsto para daqui a seis meses.
Fonte: Globo Rural, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
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